<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1468191643774593049</id><updated>2011-11-27T16:21:10.213-08:00</updated><title type='text'>resenha bequiana</title><subtitle type='html'>olá amigos, sejam bem vindos. esse blog é nosso espaço para bublicações literárias. espero que vocês apreciem.
um abraço, franklin serrão.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://resenhabequiana.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1468191643774593049/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhabequiana.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>17</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1468191643774593049.post-7379936971177567897</id><published>2008-11-04T07:15:00.001-08:00</published><updated>2008-11-04T16:56:15.002-08:00</updated><title type='text'>Em busca de um salão de Arte.</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Vai fazer um ano que Alan resolveu participar do salão de artes plásticas da cidade do Natal. Alan é um conhecido pintor da cidade, costuma se apresentar como Alanbique. Havia dias que ele tava todo contente. Foi quando falei para ele sobre o Salão.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;-Você tem que apresentar alguma coisa conceitual. Dei uma de curador, de marchã. Aliás, essas duas raças gostam de botar o artista pra bestar. primeiro que gostam de dizer o que é ou o que deixa de ser arte. E quando a moda deles pega, sai de baixo. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Mudando um pouco de assunto, ultimamente meu maior prazer é ver o povo elogiar, ficar imaginando a idade dos prédios que estão sendo restaurados em Natal. Olha aí políticos, dá mais voto que show dos titães (Ministério Público, acorda!!!!)&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Pois bem, Alan já é homem maduro, mais de 50 anos, não vai ouvir opinião de ninguém. Passou um mês, dois, chegou o prazo das inscrições e Alan tava confeccionando sua obra. Lá na oficina do véio Jotó era um entra e sai de artistas danado. Alan tinha recrutado um exército para ajudá-lo. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Um mês atrás ele tava puto. Tinha enveredado por uma empreitada desastrosa. Um conhecido marchã da cidade disse que seu trabalho era estilo Naif. Também chamada de "pintura ingênua". Uma informação dessa, cheia de credibilidade encheu o artista de ânimo. Já pensava em voar mais alto. Quem sabe o salão nacional de arte Naif? E tentou!! Seguro de sua identidade artística, Alan gastou uma grana danada para se inscrever no Salão Nacional de arte Naif promovido pelo banco Itaú (eu acho) . Depois de mandar as pinturas via CEDEX para Belo Horizonte/MG, uma fortuna, elas voltaram. Foram excluídas do salão. Disseram que o trabalho não era Naif!!! E realmente não é. o trabalho de Alan é bastante original, lembra mais uma coisa pós-expressionista. Repito, é bastante original, confundir com a imagem Naif, cuja característica maior é a semelhança, reprodução de estilos, é no mínimo maldade. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Pois bem, agora Alanbique tava retirando a gema e a clara de 75 ovos, preservando a casca e jogando o miolo na tela. Para isso contava com a ajuda de um exército de assistentes.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;-Que porra é isso Alan? ???Perguntei.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;-Eu tô sujando essa tela para ver se passa no Salão.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;-E as cascas? Perguntei novamente.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;-As cascas, é pra moldura.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;serrão.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1468191643774593049-7379936971177567897?l=resenhabequiana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhabequiana.blogspot.com/feeds/7379936971177567897/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1468191643774593049&amp;postID=7379936971177567897' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1468191643774593049/posts/default/7379936971177567897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1468191643774593049/posts/default/7379936971177567897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhabequiana.blogspot.com/2008/11/vai-fazer-um-ano-que-alan-resolveu.html' title='Em busca de um salão de Arte.'/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1468191643774593049.post-7742328375582254545</id><published>2008-02-06T15:46:00.001-08:00</published><updated>2009-04-23T07:11:42.187-07:00</updated><title type='text'>Beco da Lama, 1501</title><content type='html'>Beco da Lama, 1501&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes dos poetas, antes das hebdômadas hostis de cada esquina, do lendário Câmara Cascudo, o Beco da Lama já existia. Noutra geografia, mas existia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua vegetação era rasteira. Existiam aguapés secos, maceiós desgovernados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um gramado de restinga aprisionava a areia ao solo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, foi o beco um dia. A areia fina, grãos polidos pelo vento, cartão postal que impressionava olhos desprotegidos. Era terra de lobos vermelhos, leões de todas as cores e tamanhos, veados voadores, peixes que andavam e cavalos que nadavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me da primeira vez. Do dia que venci todos os obstáculos primários e caminhei pelas ruas do Beco. Foi enfiando os pés nas areias fofas e quentes da praia que derrotei as primeiras léguas. Driblei tanto a fauna faminta quanto a flora melindrosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi chegar ao Beco pela primeira vez e ver sua alegria incomum, sua rotina que teima em surpreender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À meia légua da desembocadura do grande rio, vi um grupo de mulheres jovens. Do estirâncio, elas observavam a geografia estrangeira que galopava lenta pela praia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em minha direção, resolveram caminhar. Rapidamente. Um passo majestoso, curto, ligeiro. Caminhavam ansiosamente felizes. Simplesmente caminhavam. Felizes. Assim, o grupo chegou bem próximo de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pareciam comentar sobre o achado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começaram a tocar-me. Seus braços e ombros esbeltos, alegremente, estudavam milímetro por milímetro do meu corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei corado de vergonha. Procurei afastar-me discretamente. Não cheirava bem. Foi inútil: antes de somar alguns passos, elas me cercaram e começaram a tocar-me novamente. Sorrisos largos, seus pudores nus. Um carrossel holandês de belas mulheres girava em torno de mim, fazia o meu sangue ferver. Elas eram lindas, seus corpos perfeitos. Pareciam amigáveis e não ligaram para o meu aspecto asqueroso de rato de navio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei ser a visão do paraíso. Um paraíso jamais imaginado. As conseqüências disso, uma ereção monumental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Medo, euforia, prazer, dúvida? Não sei ao certo, só me lembro de salivar. Salivar muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus cabelos crespos aprisionavam suas mãos. E elas puxavam, e doía. Tocavam meus pudores, amassavam meu órgão ferido de tanta manipulação. Antes de tudo escurecer, eu apenas desfrutava, sem nada expressar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei amarrado pela cintura. Senti nos lábios um gosto adocicado de uma bebida lombrosa, misteriosa, amarga, que embaçava meus olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos, a embriaguez transformou-se em lucidez gostosa. Meu corpo estava&lt;br /&gt;relaxado. Apesar do galo na cabeça dormente, meu corpo estava relaxado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu podia ver mulheres e homens consumindo, até a exaustão, o precioso&lt;br /&gt;néctar. As mulheres serviam-no aos homens, que bebiam e dançam. Uma&lt;br /&gt;multidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pintados, emplumados, com instrumentos de sons, enfeitados. Produziam um ritmo dançado por toda a tribo. Percussão e harmonia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corpos cobertos por penas brancas e cocares de penas vermelhas puxavam fila indiana. Fila que se estendia por centenas de metros. Ela dava voltas no entorno da aldeia. Num mesmo ritmo. Uma marcha poderosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres cantavam e beberam por último. Pintaram seus corpos nus, ostentaram adereços emplumados e saíram também como em procissão. A noite era toda de festa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi um homem enorme que segurava um pau igualmente grande. Estendido por trás da cabeça, em posição de ataque. Fiquei sóbrio nessa hora. A corda amarrada à minha cintura nua, como um cabo de guerra, roubava-me o fôlego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta vez, o tacape foi mortal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soube, depois, que comeram minha carne moqueada junto a ervas. Mulheres fizeram papa de mandioca, banquete de ritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui devorado para ser eterno entre eles. Para ser um deles. E acho isso bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob uma única condição, pesa pequeno fardo: em troca, uma maldição guia meu espírito pelos tempos, não tenho escolha: sempre quero voltar e tem que ser para o mesmo lugar do ritual: todas as vezes, nascer, viver e morrer no Beco da Lama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Franklin Serrão&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1468191643774593049-7742328375582254545?l=resenhabequiana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhabequiana.blogspot.com/feeds/7742328375582254545/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1468191643774593049&amp;postID=7742328375582254545' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1468191643774593049/posts/default/7742328375582254545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1468191643774593049/posts/default/7742328375582254545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhabequiana.blogspot.com/2008/02/beco-da-lama-1501_06.html' title='Beco da Lama, 1501'/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1468191643774593049.post-6048161020492610568</id><published>2008-02-06T15:46:00.000-08:00</published><updated>2008-02-06T15:47:42.823-08:00</updated><title type='text'>Beco da Lama, 1501</title><content type='html'>Antes dos poetas, antes das hebdômadas hostis de cada esquina, do lendário Câmara Cascudo, o Beco da Lama já existia. Noutra geografia, mas existia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua vegetação era rasteira. Existiam aguapés secos, maceiós desgovernados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um gramado de restinga aprisionava a areia ao solo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, foi o beco um dia. A areia fina, grãos polidos pelo vento, cartão postal que impressionava olhos desprotegidos. Era terra de lobos vermelhos, leões de todas as cores e tamanhos, veados voadores, peixes que andavam e cavalos que nadavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me da primeira vez. Do dia que venci todos os obstáculos primários  e caminhei pelas ruas do Beco. Foi enfiando os pés nas areias fofas e quentes da praia que derrotei as primeiras léguas. Driblei tanto a fauna faminta quanto a flora melindrosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi chegar ao Beco pela primeira vez e ver sua alegria incomum, sua rotina que teima em surpreender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; À meia légua da desembocadura do grande rio, vi um grupo de mulheres jovens.  Do estirâncio, elas observavam a geografia estrangeira que galopava lenta pela praia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em minha direção, resolveram caminhar. Rapidamente. Um passo majestoso, curto, ligeiro. Caminhavam ansiosamente felizes. Simplesmente caminhavam. Felizes. Assim, o grupo chegou bem próximo de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pareciam comentar sobre o achado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começaram a tocar-me. Seus braços e ombros esbeltos, alegremente, estudavam milímetro por milímetro do meu corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei corado de vergonha. Procurei afastar-me discretamente. Não cheirava bem. Foi inútil: antes de somar alguns passos, elas me cercaram e começaram a tocar-me novamente.  Sorrisos largos, seus pudores nus.  Um carrossel holandês de belas mulheres girava embriago, fazia o meu sangue ferver.   Elas eram lindas, seus corpos  perfeitos. Pareciam amigáveis e não ligaram para o meu aspecto asqueroso de rato de navio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei ser a visão do paraíso. Um paraíso jamais imaginado. As conseqüências disso, uma ereção monumental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Medo, euforia, prazer, dúvida? Não sei ao certo, só me lembro de salivar. Salivar muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Meus cabelos crespos aprisionavam suas mãos. E elas puxavam, e doía. Tocavam meus pudores, amassavam meu órgão ferido de tanta manipulação. Antes de tudo escurecer, eu apenas desfrutava, sem nada expressar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei amarrado pela cintura.  Senti nos lábios um gosto adocicado de uma bebida lombrosa, misteriosa, amarga, que embaçava meus olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos, a embriaguês transformou-se em lucidez gostosa. Meu corpo estava&lt;br /&gt;relaxado. Apesar do galo na cabeça dormente, meu corpo estava relaxado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu podia ver mulheres e homens consumindo, até a exaustão, o precioso&lt;br /&gt;néctar. As mulheres serviam-no aos homens, que bebiam e dançam. 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Mulheres fizeram papa de mandioca, banquete de ritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui devorado para ser eterno entre eles. Para ser um deles. E acho isso bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob uma única condição, pesa pequeno fardo: em troca, uma maldição guia meu espírito pelos tempos, não tenho escolha: sempre quero voltar e tem que ser para o mesmo lugar do ritual: todas as vezes, nascer, viver e morrer no Beco da Lama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Franklin Serrão&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1468191643774593049-6048161020492610568?l=resenhabequiana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhabequiana.blogspot.com/feeds/6048161020492610568/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1468191643774593049&amp;postID=6048161020492610568' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1468191643774593049/posts/default/6048161020492610568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1468191643774593049/posts/default/6048161020492610568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhabequiana.blogspot.com/2008/02/beco-da-lama-1501.html' title='Beco da Lama, 1501'/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1468191643774593049.post-6430730320877731879</id><published>2008-01-15T14:45:00.000-08:00</published><updated>2008-01-15T14:50:43.081-08:00</updated><title type='text'>Noite de imortais</title><content type='html'>Marco Boi sempre deu guarita aos artistas do Beco. Sempre incentivou. É um autêntico Mecenas. Nato. Com certeza, imortal na galeria dos heróis anônimos.&lt;br /&gt;O maior colecionador de arte da cidade é Jácio Torres; na categoria mecenato visual, Júnior Offset é o único; Marco é terceiro lugar, categoria mecenato geral. Os três resumem a atividade de mecenas em Natal.&lt;br /&gt;Marcos é o mais boêmio dos três, de cantar samba em mesa de bar.&lt;br /&gt;Cervejas, cigarros e tira-gosto apimentado. Vida sedentária. Taí, uma combinação letal para o relógio de qualquer pessoa. Some isso ao automóvel e você terá a receita certa para um enfarte.&lt;br /&gt;De casa para o elevador, do elevador até o carro, que corre até o trabalho. Do trabalho até o restaurante, de carro. Almoça, e carro novamente. Nenhum passo, nenhuma caminhada. Cerveja e cigarro entre um translado e outro.&lt;br /&gt;Marcos acabou enfartando. Foi levado para a Promater, onde fez cateterismo, que até que é uma cirurgia simples. Encontra-se a aorta e nela injeta-se pressão.&lt;br /&gt;Ainda sonolento, sob efeitos da anestesia Raque, Marcos acorda e nota movimento estranho na cama ao lado. Uma muralha de gente, flores nas mãos, muito choro. O paciente parecia importante, fez Marcos Boi tornar-se invisível. Em pouco tempo, o vizinho roubou toda a atenção da comunidade médica.&lt;br /&gt;O efeito da Raque passou, e uma dor de cabeça chegou sem pedir licença. Imaginou logo a coisa ficando feia pro seu lado. Nenhum médico no raio de sua cama. Agora, aquela música de Paulinho da Viola, Nervos de Aço, dividia seus pensamentos com a nova preocupação.&lt;br /&gt;Chegavam três, quatro, cinco médicos de uma vez. E o Boi esquecido.&lt;br /&gt;Tinha muito Babão também. Sempre eles.&lt;br /&gt;- Doutor, vou ficar com o senhor até o fim.&lt;br /&gt;Senhoras feitas carpideiras choravam, soluçavam. Marcos Boi sem entender nada, desinformado, começava a imaginar coisas: vou morrer também. Pensava. Nenhum médico dava satisfação a e ele. Seria a mais-valia cardíaca?&lt;br /&gt;E Marcos Boi ali, já de pé, na janela do quarto, pensando. E a dorzinha de cabeça.&lt;br /&gt;Os barcos do Potengi, noite na ribeira, as marolas arrebentavam lascivamente sob a luz da lua que as desnudavam. Era um sábado de lua cheia. Marcos projetava seu espírito ao alto da ponte nova, para ver as ondas pixeladas do rio Potengi e não via nada, porque da ponte não se pode ver nada, nenhuma paisagem. É a modernidade. Os barcos que passavam por debaixo da ponte não eram vistos também. Nem por Marcos Boi, nem por ninguém. Os faróis dos barcos e a luz da lua, ambos, contra as marolas, iluminavam demais. Marolas pastorinhas, serelepes meninas, no frio da madrugada, doidas por privacidade.&lt;br /&gt;Viagens à parte, tava na hora de se despedir da paisagem camuflada e voltar para a cama do hospital.&lt;br /&gt;Finalmente, a identidade do ilustre seria revelada. Sua auta de souza estava próxima. Voltar para casa era só o que Marcos Boi queria.&lt;br /&gt;Felizmente, para os dois, o hospital fora só um susto e Marcos mataria sua curiosidade em breve.&lt;br /&gt;Quem será o figura?&lt;br /&gt;Ao receber alta, ele vestiu a roupa, penteou o cabelo, sorriu para sua esposa. Deu uma última olhada no espelho, era ele mesmo. Foi saindo discretamente, esticou o pescoço entre a muralha humana e pode ver: na cama ao lado, deitado com a cabeça sobre dois travesseiros de pena de ganso, um imortal presidente de academia norte-riograndense de letras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serrão&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1468191643774593049-6430730320877731879?l=resenhabequiana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhabequiana.blogspot.com/feeds/6430730320877731879/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1468191643774593049&amp;postID=6430730320877731879' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1468191643774593049/posts/default/6430730320877731879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1468191643774593049/posts/default/6430730320877731879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhabequiana.blogspot.com/2008/01/noite-de-imortais.html' title='Noite de imortais'/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1468191643774593049.post-4230987331309955992</id><published>2007-11-16T10:52:00.000-08:00</published><updated>2007-11-16T10:53:40.559-08:00</updated><title type='text'>feira de sebos</title><content type='html'>“toda propriedade é um roubo”&lt;br /&gt;proudhon&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;há cerca de um mês abri o sebo. seu nome é Paraupaba. Antônio Paraupaba foi o inimigo número um de nosso poty Felipe Camarão. o nome é uma provocaçãozinha adolescente, ao mesmo tempo, homenagem ao índio que expulsou os portugueses da PARAYBA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pois bem, na primeira semana do sebo, por volta do quinto ou sexto dia, aparece um cliente preocupado com o tamanho do seu pinto. ele chega e pergunta se tem algum livro para aumentar o pau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-você tem algum livro para aumentar o pênis?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"nunca soube que livro aumentasse tamanho de cacete". enfim, deu para entender o cliente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-olhe, tem esse livro aqui. inclusive, mostra um tal de Long Dong Silver que aumentou o tamanho fazendo sucção peniana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quando mostrei a foto do lendário Long Dong Silver o cara deu um goto seco, seu gogó subiu lentamente até adormecer no cume da garganta. alguns minutos depois, ele pode finalmente respirar e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-quanto custa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;esse negócio de pau me lembra uma história de um amigo, um tal Fagundes. (vou usar o nome fictício de Fagundes, já que não existe ninguém chamado Fagundes) certa vez, depois de um sexo anal mau feito, seu falo ficou inoperante. daí ele foi ao médico e o urologista que o atendeu recomendou alguns exames.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;uma espécie de mamopenisgrafia. Aplica-se dentro da uretra uma injeção de contraste. só assim se faz o exame. depois, algo parecido com uma mamografia vai fazer um sanduíche de pinto. o problema é que a mamopenisgrafia tem que ser feita com o bicho duro, ereto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nessa hora Fagundes não queria cooperar. e nada de cooperação. pelo contrário, o bicho foi murchando. murchando. envergonhado, encolheu. SUMIU DE VEZ. foi quando surgiu do nada um enfermeiro todo voluntarioso. o cara começou a bater, dar palmadas no bichinho morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que é isso companheiro? pergunta Fagundes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é pra irrigar, é para irrigar mais rápido, assim ele endurece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;já deu para perceber que sebo tem histórias. o Dr Diógenes da Cunha Lima apareceu na última feira de sebos. Tava visitando o evento e entrou no paraupaba. procurou livros de sua autoria, encontrou alguns e perguntou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-desse autor só tem esses três?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não ia perder a piada nem a crônica. aí me fiz de doido, fingi que não o conhecia, ignorando a autoridade, respondi:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-desse autor só tem esses três, senhor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um ômi ao lado dele me olhou de olhos arregalados, os olhos de Plínio comparado com aquilo parecia duas miçangas. seus olhos me fuzilavam, parecia uma escopeta irada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;antes disso, tinha notado que se tratava de um babão, um puxa-saco. ele a todo momento era Dr pra cá, Dr pra lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O puxa-saco ficou um tempão olhando para mim. Deu vontade de perguntar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-que foi? ARRANJASSE UM NAMORADO PARECIDO COMIGO?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minutos depois o Dr Diógenes saiu do sebo, O BABÃO VEIO ME DAR UM CORRETIVO:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -que sebista é você que não conhece o Dr Diógenes da Cunha Lima:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aquilo me deu um ódio, logo eu que odeio babão. se vocês soubessem como eu odeio um puxa-saco.  apertei o automático e me controlei. o babão é que continuava:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-nhem; nhem; nhem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aí me baixou Zé Areia, o rei dos bufões. “MUSO” de Pedro Abech.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zé tinha resposta pra tudo. apesar de ser o símbolo dos expropriados, foi colega de turma do presidente café filho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;então, baixou-me o santo de Areia e a PLINIUSPULMÕES RESPONDI:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-dá licença, filho. escritor daqui eu só conheço Dunga e Leonardo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;serrão.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://esquinadobeco.blogspot.com/" target="_blank" rel="nofollow"&gt;http://esquinadobeco.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1468191643774593049-4230987331309955992?l=resenhabequiana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhabequiana.blogspot.com/feeds/4230987331309955992/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1468191643774593049&amp;postID=4230987331309955992' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1468191643774593049/posts/default/4230987331309955992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1468191643774593049/posts/default/4230987331309955992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhabequiana.blogspot.com/2007/11/feira-de-sebos.html' title='feira de sebos'/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1468191643774593049.post-6049510686052867665</id><published>2007-10-26T16:52:00.000-07:00</published><updated>2007-10-26T16:54:04.633-07:00</updated><title type='text'>O Filé de Frango</title><content type='html'>Bruce é um ator de teatro, bequiano.  Além de suas atividades artísticas, tem uma lanchonete no beco. Já deu para perceber que sua alcunha é por causa de “Bruce Lee”, o ator hollywoodyano. A semelhança existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem freqüenta Nazaré, pode ver sua lanchonete na esquina da rua Vigário Bartolomeu, espremida na calçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez, Bruce, que costuma ter surtos publicitários, resolveu apelidar seus sanduíches com o nome dos pintores da cidade. Ricardo Carielo, cliente VIP da lanchonete, eterno rei momo  do beco, chegou com a novidade lá no bar de Nazaré.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “X-Salada” agora era “Marcellus Bobs”. E o cardápio ficou assim: “Bauru”  Assis marinho; o “Bauru Especial” ficou como: “Valderedo Nunes”; “X- Tudo”, da licença, o mais caro, “Serrão”;  “X-Burger” era agora “Tiago Vicente” . Dunga nomeava o “Filé de Frango”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fez um sucesso danado. Vez por outra é que aparecia um gaiato com galhofa, dizendo que tinha comido esse ou aquele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bruce costuma fechar tarde, na madrugada. Numa noite de sexta-feira, dia de chorinho, caminhava em direção a lanchonete uma figura penumbrosa. Era uma cabeça fresca, cheia de sereno. Sua coluna já denunciava escoliose visível. Parecia cansado, bêbado de sono. Na verdade, tosco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de atravessar a rua, olhou para os dois lados.  Atravessou em câmera lenta a Vigário Bartolomeu. Costurava o asfalto de forma majestosa. Na outra margem da rua, lento, subiu a sarjeta para depois se jogar em cima do balcão da lanchonete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma enormidade de gestos, tudo para ele parecia difícil, distante. Uma força danada pra se concentrar e nada. Abria um olho de cada vez e a voz, nada. Tudo muito difícil. A cada sístole e diástole de seu coração, um soluço. Era Dunga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de algum tempo ele conseguiu finalmente falar. Com uma delicadeza enorme, penoso, disse para o ator:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Bruce, troque o meu, troque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serrão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1468191643774593049-6049510686052867665?l=resenhabequiana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhabequiana.blogspot.com/feeds/6049510686052867665/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1468191643774593049&amp;postID=6049510686052867665' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1468191643774593049/posts/default/6049510686052867665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1468191643774593049/posts/default/6049510686052867665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhabequiana.blogspot.com/2007/10/o-fil-de-frango.html' title='O Filé de Frango'/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1468191643774593049.post-6378555970016149840</id><published>2007-10-08T15:30:00.000-07:00</published><updated>2007-10-08T15:32:50.300-07:00</updated><title type='text'>Robério, o coisa ruim.</title><content type='html'>Quem tem medo de Fia deve conhecer Robério, o Coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Robério nasceu e foi criado na feira do carrasco, foi aluno de Fernando Calon. Com ele aprendeu tudo na vida. Foi através de Fernado Calon que Robério chegou ao Beco da Lama. Robério fez parte da primeira diretoria da SAMBA, também é sócio fundador da entidade e do PT/RN.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostava de realizar a lavagem do beco que ocorria no começo de cada ano, sem data fixa. Podia ser no final de dezembro, coincidir com confraternização de fim de ano ou pegar carona nos festejos que antecedem a Banda da Ribeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um carro pipa percorria as ruas da Vaz Gondim (atual beco da lama), lavava o beco e as pessoas. Alguns companheiros camaradas vestiam tangas para tomar banho no  Beco. Na última vez da lavagem, houve uma reza forte com uns macumbeiros de Umbanda, Plínio trouxe os cabras que estavam participando de um congresso em Natal. tinha até um líder espiritual importante no meio. Padre Agustinho prometeu aparecer mas não foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi  um evento ímpar, fez muito barulho na cidade e antecedeu o sucesso maior que foi o I PRATODOMUNDO. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa ocasião, Robério, o Coisa, era o canidato de Dunga para presidente da SAMBA,  ia substituir o companheiro Zizinho. Mas, Robério ficou doido e brigou com Dunga, uma briga feia danada. Por isso não foi eleito presidente. Dunga acabou na presidência do órgão. Antes mesmo do pleito, Dunga vestiu um paletó, foi na TV Cabugi, nem deixou Zizinho  despedir-se e deu entrevista como o tal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Robério ficou puto, hoje raramente aparece no beco. tá todo mudado, diz que faz faculdade de cinema em Fortaleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última vez que vi o Coisa foi em Nazaré.  Agente tava bebendo e chegou uma vendedora de petiscos, numa cesta oferecia a mercadoria. Era até jeitosa, dessas que se anda de mão dada na rua, aí, o Coisa não costuma perdoar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-mulher, deixe esses salgadinhos no balcão e vamos comigo prum motel! - Com as narinas inflamadas, surpresa, ao mesmo tempo apavorada, a senhorita respondeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Me respeite, eu estou trabalhando, você é doido é? A pessoa vem trabalhar e fica escutando isso. Vou chamar a polícia. – Ela deu dois passos pra trás, meia volta, um passo para frente, parou, pensou um pouco, voltou, e:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu vou, mas você compra o salgadinho todo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serrão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;a href="http://esquinadobeco.blogspot.com/" target="_blank" rel="nofollow"&gt;http://esquinadobeco.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1468191643774593049-6378555970016149840?l=resenhabequiana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhabequiana.blogspot.com/feeds/6378555970016149840/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1468191643774593049&amp;postID=6378555970016149840' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1468191643774593049/posts/default/6378555970016149840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1468191643774593049/posts/default/6378555970016149840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhabequiana.blogspot.com/2007/10/robrio-o-coisa-ruim.html' title='Robério, o coisa ruim.'/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1468191643774593049.post-7533013274077884817</id><published>2007-10-01T10:32:00.000-07:00</published><updated>2007-10-01T10:33:56.164-07:00</updated><title type='text'>Os de Macaíba</title><content type='html'>Sexta-feira fui pro bar de Nazaré tomar umas cervejas. Antes, catei um manual de jornalismo no sebo de Jácio e foi tomar a cerveja, pão líquido como é conhecida. Era meio dia, nessa hora o macete é tomar algumas cervejas que a fome passa, se comer você fica empachado e não consegue beber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria um dia comum, uma sexta-feira corriqueira.  O vento tava forte, ventos de setembro. Não tinha uma nuvem no céu que estava quase azul cobalto. Nessa hora, dobram a esquina da travessa do tesouro, chegam sorrateiros, Comichão e Coceirinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai eu perguntei: -vocês estão indo pra onde? Parecem dois metaleiros, calça jeans, camiseta preta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Vamos levar serrão? - Rebateu Coceirinha ignorando minha pergunta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos para Macaíba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O curioso lá é a ponte, foi o segundo engarrafamento que pegamos depois da Mário Negócio. A ponte é curta, cerca de 25 metros. Pra fingir que é cidade grande, tem três sinais de trânsito nesse trecho. A única coisa que cruza a ponte é o rio, será por isso que tem tanto semáforo, para passar o rio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mercado público, Comichão desceu com uma camisa tipo: Morte aos assassinos do mangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, tomamos algumas cervejas no passeio, comemos alguns croquetes de queijo e curtimos outros engarrafamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moral da história: - O que a TV tirou, os engarrafamentos estão recuperando: As pessoas passam mais tempo nos automóveis do que nas salas de TV, enfrentam um problema cada vez mais comum. Para combater esse desconforto; Carros confortáveis, ar condicionado, o motorista sempre acompanhado. Nessas longas jornadas automobilísticas, trancados em suas latas coloridas, elas voltaram a conversar. Antes hipnotizadas pelo plim, plim de todo dia, agora dialogam sobre tudo. Dialogam com as mãos, no empinar de dedos, balançando a cabeça para todos os lados. É a revolução, quem diria, o automóvel vai fazer a revolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;serrão.visite &lt;a href="http://esquinadobeco.blogspot.com/" target="_blank" rel="nofollow"&gt;http://esquinadobeco.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1468191643774593049-7533013274077884817?l=resenhabequiana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhabequiana.blogspot.com/feeds/7533013274077884817/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1468191643774593049&amp;postID=7533013274077884817' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1468191643774593049/posts/default/7533013274077884817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1468191643774593049/posts/default/7533013274077884817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhabequiana.blogspot.com/2007/10/os-de-macaba.html' title='Os de Macaíba'/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1468191643774593049.post-4972498428016401142</id><published>2007-09-21T07:02:00.000-07:00</published><updated>2009-07-22T09:37:57.103-07:00</updated><title type='text'>A prefeita de Olinda no Beco da Lama</title><content type='html'>Parecia uma noite como outra qualquer, os três bebiam cerveja, levavam sereno na cara. Tudo normal. Se não fosse pela presença da prefeita de Olinda. A bela Luciana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No começo eu bebia cerveja sozinho. Tava sentado na calçada do bar de Aluízio, lugar bastante conhecido na Cidade Alta. Nessa hora, chega Dunga e Júlio César. Na época os dois viviam encangados, faziam dupla, tipo comensalismo. Dunga tomava um porre com Júlio César que dirigia o carro na volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí passou um Chevette 96, era o comunista Albérico e sua esposa Marta. Estavam como motoristas de uma figura que vinha na penumbra do banco de trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como de costume, força do hábito, gritamos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Albérico, rapaz!&lt;br /&gt;- Peraí que vou estacionar e volto já. - Respondeu o comunista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E voltou. Voltou e trouxe a prefeita de Olinda junto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luciana Barbosa de Oliveira Santos Nascimento é mulher bonita, inteligente, educada e alta. Uma comunista de fazer inveja. Uma Olga Benário, Rosa de Luxemburgo dos trópicos. O suficiente pra deixar um petista como Dunga bobo. O ômi entrou em estado de “fall in love”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A prefeita tava com fome, depois de uma maratona de eventos políticos queria relaxar, recarregar as baterias. Fátima, a mulher de Aluízio, dona do bar, ficou de fazer um caldo de carne, desses de levantar a moral. Bem reforçado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Capriche no caldo heim Fátima, é pra prefeita de Olinda! Disse Júlio César.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu devo a ela!  Sacou a resposta na mesma velocidade, Fátima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois dessa a prefeita percebeu que estava longe de casa, mas tomou seu caldo como uma rainha, ao lado dela, o bobo que caningava sem parar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria trocar e-mail, lista do beco, blog, etc... Mas a prosa tava boa, era uma noite ímpar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que um clima desse não dura muito. Foi quando chegou a comitiva comunista. Eles tinham se perdido de Albérico mas acharam a prefeita pelo faro. Era comunista pra danado. Chegavam, não paravam de chegar. Vinham de todos os cantos. Da Gonçalves ledo, da Heitor Carrilho, da Vaz Gondim. Rebocaram a prefeita e saíram da mesma forma que chegaram. Aos poucos, fora de controle. Enfim, começaram a esvaziar a mesa. Deixaram uma conta danada contra a gente, Albérico de longe ainda gritou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vamos pra o Veleiros de Ponta Negra!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Milagres acontecem, pode apostar. Diante daquele prejuízo, comecei a ficar triste. Era a média Trimestral do que costumava consumir. Mas, como eu disse: milagres acontecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dunga e Júlio César pagaram tudo. Penduraram a conta. Dizem que até hoje Julinho deve a Aluízio. Depois de acertada a despesa entraram no carro e foram me deixar em casa. No carro de Dunga, aquele mesmo que roubaram e devolveram no Diário de Natal. O carro que só anda em linha reta agora subia até ladeira. Desovaram-me, literalmente, no bairro Nordeste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No outro dia soube que os dois foram atrás da prefeita. Por que não me levaram?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dunga caningou Luciana a noite toda. Babava a mão da menina, enchia o copo dela de cerveja quente, comia pastel e alisava seus cabelos. Enfim, ele ficou com Luciana, Luciana é que não ficou com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrei os dois no outro dia lá em Nazaré, eles numa ressaca de dá dó. Tavam numa disputa de tristeza, desânimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vamos jogar porrinha? Perguntei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Júlio César contou a resenha da noite olindense e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O Veleiros é meio careiro, cobra 10% e couvert artístico. Pra lascar tudo, os comunistas foram embora, levaram a prefeita e deixaram a conta pra gente pagar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serrão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1468191643774593049-4972498428016401142?l=resenhabequiana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhabequiana.blogspot.com/feeds/4972498428016401142/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1468191643774593049&amp;postID=4972498428016401142' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1468191643774593049/posts/default/4972498428016401142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1468191643774593049/posts/default/4972498428016401142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhabequiana.blogspot.com/2007/09/prefeita-de-olinda-no-beco-da-lama.html' title='A prefeita de Olinda no Beco da Lama'/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1468191643774593049.post-3655013300831282190</id><published>2007-09-12T07:56:00.001-07:00</published><updated>2007-09-23T10:11:05.275-07:00</updated><title type='text'>A governadora e o assessor ciumento.</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Todos sabem que Vilma tem uma casa de praia em Búzios. Muito antes dos 37 milhões da ponte, do mensalinho da Câmara, Vilma tem essa casa em Búzios. Nela costuma fazer festas, reunir correligionários, parentes e a turma do quero cargos. Seu ciclo de afinidades. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ali, o futuro do Estado, muitas vezes é resolvido à revelia. Como pirulito, o cargo é a moeda que acalma os traquinas. Fazer o que? Essa é a essência do estado burguês democrático. Claro que tudo é bem pensado, calculado, sem erros. Afinal de contas, é o futuro de milhares de votos em jogo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Numa dessas festas a atração musical foi a dupla Carlinhos Bem/ Carlança. Eles cantavam juntos na época e foram convidados para tocar na casa. Era o aniversário da governadora. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os intrépidos artistas estavam ansiosos no dia. Passaram a tarde em Extremoz, no sítio da família de Marco Boi. Lugar onde os amigos do beco estavam reunidos e comemoravam o convite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povo de Marco boi é anfitrião. No sítio tinha de tudo. Todos se fartaram até dar uma dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dupla a todo o momento se despedida, diziam estar com hora marcada. Compromisso com a governadora, falavam com orgulho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Temos que ir, vamos tocar para a governadora. Dizia Carlinhos todo sorridente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou a noite e dupla agradava na casa de Búzios. O show tava bom. O ambiente estava até descontraído. Isso enciumou uma turba que bajuladores. Os babão tavam torcendo o nariz pra dupla. Diz o folclore do dia que Vilma bateu palmas e dançou. Até pediu música assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Carlinhos canta aquela para mim. Valeu Carlinhos, um beijo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Bem retribuía as gentilezas, como costuma fazer com seus fãns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vilma essa é pra você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tocou de chegança a música preferida da governadora.&lt;br /&gt;vi tanta areia/ andei/ na lua cheia eu sei...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;logo pausava novamente para repetir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vilma essa é pra você. Uma saudade imensa/ Vagando em verso eu vim/ vestido de cetim/ na mão direita / rosas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até hoje a dupla não sabe o motivo da interrupção do show. Alegaram falta de respeito com a governadora. Ora, Vilma não é o nome dela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em época de eleição é pior. Guerreira. Já foi Maia, Faria, Spencer. Foi deputada, prefeitcha. Pra mim é Vilma. Ta certo! Governadora por que? Não reponde pela água contaminada de Natal, pelo superfaturamento da ponte, pela mortandade de peixe, pelas 500 amputações do Valfra. Então é governadora? A Petrobrás não acha que seja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda em Búzios. Os músicos foram violentados da mesma forma que o povo. Pela assessoria da governadora. Sem ela saber?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram retirados da festa, pagaram o cachê mas não o táxi. Enfim, descobriam ser mau negócio tocar para político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim das contas Carlinhos Bem saiu com essa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Foi o futuro ex-marido dela que ficou com ciúmes de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serrão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1468191643774593049-3655013300831282190?l=resenhabequiana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhabequiana.blogspot.com/feeds/3655013300831282190/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1468191643774593049&amp;postID=3655013300831282190' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1468191643774593049/posts/default/3655013300831282190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1468191643774593049/posts/default/3655013300831282190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhabequiana.blogspot.com/2007/09/governadora-e-o-assessor-ciumento.html' title='A governadora e o assessor ciumento.'/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1468191643774593049.post-3043033317186899559</id><published>2007-09-12T07:52:00.001-07:00</published><updated>2007-09-12T12:08:09.238-07:00</updated><title type='text'>Corrida dos Caranguejos</title><content type='html'>Alfredo Getúlio Cavalcante de Souza dividiu sua quinta em lotes e os vendeu a preço de banana. Nascia o bairro nordeste. Uma homenagem a rádio Nordeste, compradora majoritária dos lotes de Alfredo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bairro localiza se na zona oeste da cidade do Natal. Ocupa a margem direita do rio Potengi. Vizinho ilustre. Sempre generoso na sua paisagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rio sempre próximo, cotidiano dos moradores, um companheiro inseparável das aventuras dos meninos traquinas do bairro. Dessas brincadeiras de minha infância recordo de boa parte na maré, como era chamado o rio por nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aventuras na sua maioria boas, mas recordações de perda de amigos por afogamento também habitam as lembranças deste, como dizia o estereotipo da época, marezeiro do bairro Nordeste.&lt;br /&gt;A mais esperada ocorria uma vez no ano, na segunda semana de janeiro, após a lua cheia. Nesta data um grande espetáculo era encenado no mangue, tudo patrocinado pela natureza. A chamada “corrida dos caranguejos”. Começava após a maré mais alta de janeiro. Nesta época os caranguejos saem de suas tocas, embriagados, letárgicos. A todo custo vão tentar perpetuar sua espécie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A corrida dos caranguejos é o acasalamento em massa do crustáceo. Longe de suas tocas e lavados pelo rio, os caranguejos proporcionam um espetáculo único. Todo o pântano cinzento e verde transforma-se em um mosaico. Estes atores coloridos aproveitam os bancos de areia formados pela maré baixa e partem em busca de uma fêmea. Caranguejada festiva.&lt;br /&gt;Após a euforia vem a fadiga. Longas caminhadas em busca de uma parceira é sentença de morte. Os caranguejos são pescados pelos marezeiros. Aprisionados em sacos de estopas&lt;br /&gt;Depois de um dia de pesca escolhe-se um abrigo qualquer e a caranguejada varre a noite na companhia de muita cachaça. Houve época em que se podia facilmente encher um saco de estopa de caranguejos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje a corrida acabou. Os marezeiros profissionais juram que os caranguejos ainda correm, mas não como antes. Antes chegavam a entrar em nossos quintais.&lt;br /&gt;Por que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do que parece, o desaparecimento da espécie no rio potengi não se associa à pesca predatória na corrida. Isso porque, depois de acasalar, o macho adulto fica esgotado, é capturado por predadores naturais ou morre nas patas dos machos em ascensão. O impacto da pesca na corrida, que seleciona os maiores e despreza as fêmeas é mínimo.&lt;br /&gt;Os curtumes, a carcinicultura que desmata o mangue e envenena a água são os verdadeiros vilões do caranguejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para piorar, recentemente, a cidade testemunhou a galopante mortandade do manguezal da margem direita do rio Potengi. Ocorrido em apenas um mês. Este fato foi devido à ação de uma lagarta que já fez seu casulo e abandonou o manguezal na forma de borboleta. Ainda assim, a recuperação da vegetação tem sido parcial. O que leva a suspeita de que sua fragilidade está mais acentuada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, pela carcinicultura, pela curtição do couro, não tem mais caranguejo abundante no rio Potengi. E talvez, num futuro próximo não tenha nem mais mangue.&lt;br /&gt;Para mim resta apenas as saudades dos tempos de marezeiro e da última vez que cortei meus pés em ostras. Na maré. Pescando caranguejos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1992 vivi minha última corrida. No ano seguinte, nos mesmos pontos de pesca abundante de outrora, já não existia mais caranguejo no rio Potengi. Agora também em 2006, como a 14 anos atrás, vejo pela última vez a floresta de mangue totalmente saudável, verde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serrão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1468191643774593049-3043033317186899559?l=resenhabequiana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhabequiana.blogspot.com/feeds/3043033317186899559/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1468191643774593049&amp;postID=3043033317186899559' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1468191643774593049/posts/default/3043033317186899559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1468191643774593049/posts/default/3043033317186899559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhabequiana.blogspot.com/2007/09/corrida-dos-caranguejos.html' title='Corrida dos Caranguejos'/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1468191643774593049.post-6232174926269843031</id><published>2007-09-12T07:15:00.000-07:00</published><updated>2007-09-12T12:12:22.702-07:00</updated><title type='text'>Tudo verdade</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Uma vez em Mossoró, no finado Chap Chap, estavámos eu, Alex, Plínio, Léo, Hugo, Bardim. Ali tomamos, 375 cervejas, 4 garrafas de Montilla e Alex ainda pagou um tira gosto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Depois da bebedeira, de costurar as ruas da capital do alto oeste, fomos dividir um quarto no hotel próximo. Simples, Parecido com o hotel São Paulo da Rio Branco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Uma noite interminável para mim. Mofo, banda sinfônica de roncos, insuportante melodia desafinada. O quarto tremia como num terremoto. Alex com seu ronco rouco, Léo com um idioma estranho, mistura de nhegatu com grego, fazia o papeu do trombone. Plínio um Hércules. Bardim e Hugo foram para o Termas. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;Mas o pior estava a caminho. Depois de noite insone, de pesadelos conscientes, fui alvejado pela janela aberta. Antes protagonista de uma friagem atacamica, agora emoldurava um vento quente, cáustico, derreteu minha mucosa nasal. Os genes imediatamente se agitaram. E antes de poder evoluir para uma espécie mais adaptada, uma serpente egípcia, ou um dromedário, resolvi visitar o Bardim mais cedo, pois era apenas nove horas e o café da manhã deveria estar na mesa do Termas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Estava quente naquela manhã. Os transeuntes acendiam seus cigarros nos fios de cobre dos postes, dava para ouvir a água ferver dentro dos cocos. Foi quando passei diante a uma casa funerária. No caixão do defunto, perto da cabeça, um pote grande de hidratante de pele. Que coisa estranha, no mínimo original. Mais um ritual autenticamente mossoroense? Pensei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três carpideiras passavam a mão no pote e besuntavam a face e os braços do finado. Diante do sinistro, do ritual fúnebre incomum, parei para observar. Depois de algum tempo, já fazia parte da paisagem funeral, então perguntei a uma delas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- por que vocês tão melando ele com creme?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A profissional de velório que chorava, soluçava e sorria ao mesmo tempo, de voz anasalada respondeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- é que o sonho dele era ser cremado depois de morto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;serrão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1468191643774593049-6232174926269843031?l=resenhabequiana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhabequiana.blogspot.com/feeds/6232174926269843031/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1468191643774593049&amp;postID=6232174926269843031' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1468191643774593049/posts/default/6232174926269843031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1468191643774593049/posts/default/6232174926269843031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhabequiana.blogspot.com/2007/09/tudo-verdade.html' title='Tudo verdade'/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1468191643774593049.post-1699874343725536127</id><published>2007-09-12T07:11:00.001-07:00</published><updated>2007-09-12T12:03:39.865-07:00</updated><title type='text'>tudo verdade II</title><content type='html'>Eu, Plínio, Alex, Hugo e Bardim voltávamos para casa no dog ville que Dunga tinha emprestado a Léo. Então, decidimos por unanimidade tomar a saideira na Serra de Martins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá Fazia frio, ventava forte e a vontade de beber era grande. Todavia , 6 horas da tarde e Martins parecia um deserto. Não se via uma alma penada nas ruas, nos becos nenhuma pessoa vinha, parecia aquelas cidades fantasmas dos filmes americanos. Porém , num beco próximo, um ex-gordinho ouvia Chico Antônio, desafiava o sossego de Martins e dançava um coco numa calçada próxima, “boi tugão” era a música. Foi este rapaz que nos apontou o bar mais perto. aproximadamente 10km.Boteco de beira de estrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lourival era o proprietário. Finalmente um bar. Sentamos na bodega e ele nos trousse uma cerveja da marca polar. Aí Plínio cismou. Teimoso, inflamado, recitou toda a legislação cultural do estado antes de pedir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu quero rum montola!&lt;br /&gt;-Temos não sinhô – responde o bodequeiro Lourival. – eu nunca ouvi falar dessas coisas.&lt;br /&gt;-É montilla com coca-cola imbecil! – exclama Plínio Poeta Seresteiro Premiado Quase laureado Sanderson.&lt;br /&gt;-Isso eu tenho sim. Mais, com pepsi serve?&lt;br /&gt;-Traga. Pode trazer. É o jeito. – conclui Plínio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste momento pedi a Lourival para trocar o copo sujo que cheirava a barata. Lourival atendeu ao meu pedido, deu uma ruma de grito na mulher que lavava a louça e voltou para clarear a boca do copo com seu dedo indicador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-pronto, agora ta limpo!Nisso, chega o tão sonhado rum montola. Uma dose generosa, com direito a limão e tudo. Ao lado da mesa, um papudinho assistia tudo com interesse e simpatia. O papudinho olhava para Plínio, olhava e pedia com os olhos. Seu olhar pidão acabou amolecendo nossos corações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vai Plínio, dá essa pra ele e pede outra. – dizia o poeta Bardim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O papudo derrubou de uma talagada só a dose. Como se fosse um copo d´agua. Nem fez careta e antes de esboçar qualquer expressão, qualquer gesto capaz de revelar sua tontura automática, ele percebeu os olhos de Plínio mais arregalado que o seu. Caiu duro no chão como um cão morto. Tinha ganhado o dia.Todos riram na mesa. Foi então que Plínio disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Lourival pode trazer outra!&lt;br /&gt;-Seu Plínio!- Fala o bodegueiro. – agora sim é que acabou o montila. Essa era a última dose.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;serrão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1468191643774593049-1699874343725536127?l=resenhabequiana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhabequiana.blogspot.com/feeds/1699874343725536127/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1468191643774593049&amp;postID=1699874343725536127' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1468191643774593049/posts/default/1699874343725536127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1468191643774593049/posts/default/1699874343725536127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhabequiana.blogspot.com/2007/09/tudo-verdade-ii.html' title='tudo verdade II'/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1468191643774593049.post-3018721526102344567</id><published>2007-09-12T07:05:00.000-07:00</published><updated>2009-07-30T07:21:30.724-07:00</updated><title type='text'>cueca sem dono</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SnGsU-dgqXI/AAAAAAAAAk0/htG4qgjrt9w/s1600-h/urinol_Fonte.jpg"&gt;&lt;/a&gt; Enquanto todos se divertiam entre bebidas, cigarros e gargalhadas, ele estava sentado no urinol. Uma caganeira, uma dor de barriga danada. Mas isso era, quem sabe, o menor de seus problemas: não tinha papel no banheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Estou reiado, pensou edgar alan pôla.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dor de barriga sempre chega de surpresa, sem avisar visita. Quando isso ocorre, a patente de banheiro é delegada ao lugar mais próximo. O individuo tem que ser rápido , discreto e rezar para ela ir logo embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes, na boêmia, os bares não são apropriados para o assunto. Aí, o improviso e o jeitinho inteligente falam mais alto. Muitas vezes, nessas horas, a regra geral é descontar na cueca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia tinha uma cueca cagada no banheiro do bar de Nazaré. Até hoje ninguém descobriu o dono. edgar alan pôla sabia disso, por isso pensava:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Pronto, meus problemas acabaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí outra cueca cagada foi parida, toda melada, apareceu na noite. Suja, esquecida, num canto de parede do banheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imediatamente sua presença assumiu identidade e emancipou-se entre as inúmeras conversas da boêmia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa hora dessas os poetas não costumam perdoar:-Todo mundo via e sentia, o cheiro da cueca existia. Seu sedimento secou, esfarelou. Mesmo assim, ninguém sabia. De quem era a cueca vadia. versejavam os poetas de plantão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a catinga de merda tomou conta do bar. A turma que não ainda não tinha visto a cueca comentava:-Que catinga danada.“É o Rio Potengi”, diziam eles, pra maldizer o Rio. Mas a pobre estava viva (ao contrário do rio). Num canto de parede, sem dono, sem mimo, toda cagada. A Geni das galhofas da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Coitada da cueca. Outrora amiga no conforto dos bagulhos, no arrocho dos ovos. Agora era uma excluída. Soutien pra peito mole, cueca pra ovo murcho diziam alguns filósofos bequianos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo papudinho sabe que quando o meio de campo aperta, o estômago embrulha, e o banheiro tá sem papel, o jeito é sacrificar a velha cueca de copinho. Explicava a turma do deixa disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-E aí, quem foi? Perguntavam todos indignados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os gordinhos de plantão juravam que não eram. Uma gordinha, amiga da oitava série do Colégio Dinâmico, levou a culpa. Mas, por essa eu boto a mão no fogo. Eugênio meio-quilo não apareceu no dia. A companheira Márcia não iria deixar Dunga fazer uma barbaridade daquela. Logo num dia que faltou água na Cidade Alta. Nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leo, Alex pato rouco e as últimas aventuras no País de Mossoró, era o assunto principal da mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chagas Lourenço arranjou um crachá de jornalista para os dois e eles foram cobrir o encontro de Lula com a Prefeita. Contaram que a Prefeita tomou café sem açúcar. O Presidente Lula então perguntou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-“A senhora é diabética?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não sou Prefeitcha de Mossoró. Respondeu a amiga papangu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo mundo ria, menos edgar alan pôla.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo Eduardo falava mal da mãe, Chagas pagava a pensão de sua filha com Fia, Yasmine tomava meladinha de canudinho, Luciano de Almeida matava a saudade do seu Domeque. Tudo tranqüilo. Foi quando Tásia, a garçonete, do seu celular orelhão falou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É de edgar , serrão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;serrão&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1468191643774593049-3018721526102344567?l=resenhabequiana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhabequiana.blogspot.com/feeds/3018721526102344567/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1468191643774593049&amp;postID=3018721526102344567' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1468191643774593049/posts/default/3018721526102344567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1468191643774593049/posts/default/3018721526102344567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhabequiana.blogspot.com/2007/09/cueca-sem-dono.html' title='cueca sem dono'/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1468191643774593049.post-8376141463333941554</id><published>2007-09-12T06:59:00.000-07:00</published><updated>2009-07-22T10:03:52.256-07:00</updated><title type='text'>o maconheiro acidental</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/RufxUzvx-WI/AAAAAAAAAJw/9E_jqvbrjEs/s1600-h/pedrinho.jpg"&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;o poeta mal acendeu o bagolho e como que por instinto, Pedrinho correu para o banheiro. Vrummmm. Voltou com o balde plástico cheio dágua, pesado que só a porra. De frente pro ômi, derramou encima dele.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;O “Abech Pub” ou Bar do Pedrinho funcionou onde hoje é o Bardallos. Todos sabem o endereço. Entre a Gonçalves Ledo e Vaz Gondim. Duas ruas bastante conhecidas da Cidade Alta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamado de espelunca. Apelido carinhoso. Possuía curiosa decoração. Mesas redondas de ferro fundido, cobertas com pano cor de vinho. Cadeiras enferrujadas, jogadoras de gente no chão. Até hoje tá lá no Bardallos algumas. O piso era de cerâmica, essas que dá pena de cuspir. As paredes lembravam uma galeria, eram pintadas na base de cor de vinho para combinar com a toalha da mesa. Um balcão de granito recortado expunha miniaturas de bebidas e lembrancinhas. No fundo do Bar, o palco com a bateria, alguns instrumentos de percussão e a guitarra de Pedrinho. No mais, a cozinha onde hoje é o espaço aberto do Bardallos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Abech Pub só funcionou uma face por vez. Ou abria o lado que dava para a rua Vaz Gondim ou abria o acesso para a rua Gonçalves Ledo. Essa última foi face da entrada principal. A mais luxuosa. Onde ostentou a placa com o vulgo Abech Pub. Ao lado de Pedrinho no atendimento, Dona Ivone a esposa cúmplice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tinha garçom. Às vezes era Gardênia que quebrava o galho. Fiado para ninguém. Nem para autoridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cliente acidental, desinformado ou informado demais, talvez. Viu a porta aberta e entrou. Era cedo. Tipo 18h. Os fregueses começavam a chegar. Sem Cerimônias o cliente sacou uma baga da calça e acendeu. Cena igual a do filme de Tourinho. Enquanto  degustava o fumo ali mesmo, na mesa do bar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Cabeça de nego, não é elba ramalho, que nada, isso é uma manga rosa. -Especulavam os Bêbados do bar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, a liberdade. Era sua ilha particular. Bar de artistas é prá isso. Pensava. Abrir portas para uma percepção diferente, sentir todos os prazeres relaxantes da alma. Pra lá de “marraquechi”, muito Huxley, muito doidcho tava o cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca ia imaginar um balde dágua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o cheiro que ficou? carniça queimada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale lembrar que a clientela chegava às 18h, mas já vinham prontas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pra se desculpar, Pedro Abech , cheio de mungangas e cacoetes. Abanava a orelha, mordia os olhos, cheirava os dedos e continuava nervoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- colega, a casa é antiga e eu pensava que tava pegando fogo. Retruca Pedrinho.&lt;br /&gt;o poeta se levanta e do alto dos seus dois metros fala:&lt;br /&gt;-então eu vou fumar lá fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;serrão.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1468191643774593049-8376141463333941554?l=resenhabequiana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhabequiana.blogspot.com/feeds/8376141463333941554/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1468191643774593049&amp;postID=8376141463333941554' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1468191643774593049/posts/default/8376141463333941554'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1468191643774593049/posts/default/8376141463333941554'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhabequiana.blogspot.com/2007/09/maconheiro-acidental-foto-pedro-abech.html' title='o maconheiro acidental'/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1468191643774593049.post-2328590963419171667</id><published>2007-09-12T06:50:00.000-07:00</published><updated>2009-07-22T09:47:38.398-07:00</updated><title type='text'>A lista de Terto</title><content type='html'>*Fulô. É por causa dela que seu nome é Cabrito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cabritinha Fulô saltitava pelas pradarias verdes do inverno sertanejo, pastava a forragem saudável daqueles tempos. A cena enchia o coração do menino Terto de esperanças. Seca era passado. Na cabeça de Terto, o mundo nunca seria seco denovo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terto nasceu na cidade de Jucurí, na fazenda poço perdido. Um lugar escondido entre Mossoró e Apodi. Diz a lenda que numa pedra em Jucurí, Lampião, depois de fugir de Mossoró, botou um cálculo renal pra fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cidade de vida bucólica. Em meados dos anos 20, não existia o movimento anarquista no Brasil e Jucurí já estava alheia a qualquer forma de civilização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tertuliano Aires, menino cabrito, desde cedo, saltitava nas pradarias de Jucurí. Corria nos campos de nome cerrado. Certa vez, ele estava na fila do banco Mossoró, ia receber o Furrural do avô e conheceu seu destino, Fulô. Foi ali que tudo começou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua vida não seria a mesma. Ele encontrou seu primeiro amor. Tórrido, duradouro, eterno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fulô era uma cabritinha branca, borrada de marrom que balançava freneticamente sua calda. Por causa disso, Terto encantou-se.Ele andava com ela pra tudo que é canto. Na praça tomava sorvete, no clube brincava de correr na grama, no rio tomavam banho juntos. Totalmente terceiro sexo, terceiro mundo, terceiro milênio. Por isso a meninada começou a apelidá-lo de cabrito. Somente no cinema não podia ir com ela. Fulô era barrada. Era ver Fulô na fila e o lanterninha logo gritava: aqui ela não pode entrar!O menino chorava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa época sofria as primeiras crises existenciais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu sou cabrito? Eu sou um animal?-Fulô é mais humana que muita gente. Nunca fez mal pra ninguém, nunca politicou por cargo público. Vou ser sociólogo ou endoido, pensava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, a alegria de Terto duraria pouco. Um dia Fulô conheceu Inácio. Bode de raça, preto, borrado de branco. Tinha um chifre que amedrontava qualquer concorrente. Parecia um bode das estepes do Himalaia. Era gaiato e paquerador. Tava de olho também numa cabritinha que pastava nas terras do coronel Odilon Garcia. Mas, foi por Fulô que Inácio amansou. Logo surgiu uma prole de cabritinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terto foi embora da cidade. Veio pra capital. Aqui estudou, se formou em sociologia, constituiu família também e virou artista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, perambula pelas ruas da cidade com um caderninho de anotações. Todo mundo da cidade tem seu nome nessa lista. A lista de Terto. É um que deve R$ 10,00; outro R$ 20,00; R$ 5,00 e por aí vai. Se a companheira Márcia não pagar a dívida de Dunga, ele não tira o nome da lista. O curioso é que Terto não aceita pagamento a vista. Só aceita fiado. Quando perguntado, ele responde:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Só se paga adiantado no cinema!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Serrão&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1468191643774593049-2328590963419171667?l=resenhabequiana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhabequiana.blogspot.com/feeds/2328590963419171667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1468191643774593049&amp;postID=2328590963419171667' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1468191643774593049/posts/default/2328590963419171667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1468191643774593049/posts/default/2328590963419171667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhabequiana.blogspot.com/2007/09/lista-de-terto.html' title='A lista de Terto'/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1468191643774593049.post-8155492585123414546</id><published>2007-09-12T06:31:00.001-07:00</published><updated>2007-09-12T12:30:08.277-07:00</updated><title type='text'>praia de pipa</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/Rufqbjvx-VI/AAAAAAAAAJo/O6kXoZvtOUg/s1600-h/Pipa+-+09[1].09.07+039.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Praia de Pipa&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Pipa é uma praia conhecida em todo o mundo. Não me pergunte por que. Mas pipa é bastante famosa. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;Carro pipa. Tem uma rocha localizada na praia do amor que lembra um carro pipa. Imagem forte, da época dos problemas de abastecimento de água. Daí o nome da praia. Mais isso é coisa do passado. Hoje, coleta de lixo e água potável não faltam em Pipa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fuso horário da praia que é estranho. Estranho pra uma praia. Povo lobisomem, a ordem é dormir de dia e farrear de noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pipa é sinônimo de beleza natural. Tem a baía dos golfinhos. Lá você toma banho enquanto o bicho salta na sua frente. Às vezes passa por trás de você, nessa hora todo mundo corre pra beira da praia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na praia do amor tem preço especial para casais. Mas só nas barraquinhas.&lt;br /&gt;Outro dia na praia do amor um garçom abordou dois caras assim:&lt;br /&gt;-Temos preço especial para casal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-É o que ômi ? - Respondeu o maior, furioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Desculpe, você sabe né, o discurso da gente já é pronto. É discurso pra turista. -Desconversava o gaiato do garçom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música que rola em Pipa é curiosa, instrumental. É uma batida repetitiva, como uma goteira de chuveiro. Só que bem acelerada. Parece coisa que veio pra ficar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Que coisa sem alma. - Comentou um amigo depois de ver o povo curtindo, lesados.&lt;br /&gt;-Um som, tum tum tum tum tum, a noite toda, o dia todo. É pra dissolver cérebros. - Concluía o comentário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só tem mulher na praia. Metade dos homens não vão pra ver mulher, a outra metade abre a mala do carro e coloca o tal, tum tum tum tum tum. No último volume. Olhe, não é coisa pra véio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem pra liso. Fui a Pipa e voltei liso. Num barzinho a cerveja tava R$ 3,75. Mais 10% e se pagava R$ 10,00 pra entrar. É mole, mas sobe. No racha, até que deu pra tomar. No racha de uma cerveja, é claro. A música era um regaee. Os caras tipo rastafari. Eu não entendo de música mas acho que eles não sabiam tocar. Tava lotado o barzinho. Não me lembro o nome mas, queres saber?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coisa estranha. Mas a praia é isso aí. Terra do regaee e do tum tum tum tum tum.&lt;br /&gt;Recentemente, teve um show de Marcelo D2 em Pipa e a polícia foi. Fez um trabalho danado para coibir o uso da maconha. Foi uma grande blitz, todo comerciante de Pipa foi acusado de traficante. Do bodegueiro ao dono de mercadinho. Donos de restaurantes, comércio de artesanato também. Baculejo geral. Era polícia que só uma porra na praia. Ninguém fumava. Nem intocado, tudo proibido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só escapou um único traficante que contava vantagens e dizia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vai vendo, Vai vendo. Sinistro. Tá tão intocada. Tipo assim, se acharem eu faço questão de ser preso.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Serrão.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1468191643774593049-8155492585123414546?l=resenhabequiana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://resenhabequiana.blogspot.com/feeds/8155492585123414546/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1468191643774593049&amp;postID=8155492585123414546' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1468191643774593049/posts/default/8155492585123414546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1468191643774593049/posts/default/8155492585123414546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://resenhabequiana.blogspot.com/2007/09/praia-de-pipa.html' title='praia de pipa'/><author><name>serrão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05574687292288334724</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_dY4dPfDOkVw/SZLFb9HOaII/AAAAAAAAAeU/V4-7ngrxk0M/S220/foto%2BdeSerr%25C3%25A3o.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
